Ainda não sei, se quero saber, o que há ali ao lado. É um nervoso miudinho, que nem o fumo do tabaco encobre. Duvido até que o queira sequer fazer. O sorriso já não é tão expressivo. O sofrimento aumentou. Aumentou.
terça-feira, 7 de agosto de 2007
Nervoso Miudinho II
Um homem sofre. Uma mulher sorri. Dois tiques nervosos para o lado esquerdo da cabeça. Aquela sensação rotineira de dejá vu. Dois tragos duma bebida qualquer, arrastam a incerteza de que, a vida é já ali ao lado. Podia escrever-te num guardanapo. Podia. Mas não o faço. Mais uns tragos. E um pouco mais de incerteza. Se faz favor.
Ainda não sei, se quero saber, o que há ali ao lado. É um nervoso miudinho, que nem o fumo do tabaco encobre. Duvido até que o queira sequer fazer. O sorriso já não é tão expressivo. O sofrimento aumentou. Aumentou.
Ainda não sei, se quero saber, o que há ali ao lado. É um nervoso miudinho, que nem o fumo do tabaco encobre. Duvido até que o queira sequer fazer. O sorriso já não é tão expressivo. O sofrimento aumentou. Aumentou.
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quinta-feira, 2 de agosto de 2007
E Eu?
Fim.
Sabes lá tu, o que é o fim.
Sei! E tu sabes que sei.
É fim, quando sentes que algo te pertence. Está destinado.
E isso não é Amor?
Não! Amor é deixar ir. Guardar é roubar. É rancor. Dor. Amor a dobrar.
E o meu final feliz? Os meus contentes planos?
Ficaram no baque. Na pancada. Se entras, vês e já não envergonhas é porque já não amas.
Sentes falta do meu cheiro?
Não. Mas o toque, o olhar, os gestos e trejeitos...
Falta-te isso?
Também não...falta-me espaço.
Faltas-me tu.
E tu.
Mas isto tem de morrer.
E eu? Porra, e eu?
E eu...
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Eu
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segunda-feira, 30 de julho de 2007
Nervoso Miudinho
Danças ao som duma música que não existe. Danças de forma rebuscada. Foi assim que aprendeste. Mudar? Não, isso seria trocar de vida.
Danças porque não sabes ficar só. Aliás, “estar só”, é algo que nunca conheceste. As filas são longas. As estrelas são azuis. O céu vermelho. Danças porque não há música. Soltas gargalhadas, porque tens o sorriso partido. O olhar morto. Não tens para onde ir, quando estiveres só. E eu, não te vou seguir. Sou bom demais para isso. As minhas estrelas são amarelas. O meu céu é azul.
Danças porque gostas de ser observada. Danças porque és tu. Uma mistura de nervoso miudinho, com corpo assassino. Danças, apenas danças.
Infelizmente és assim. Algo que vai existindo.
Danças porque não sabes ficar só. Aliás, “estar só”, é algo que nunca conheceste. As filas são longas. As estrelas são azuis. O céu vermelho. Danças porque não há música. Soltas gargalhadas, porque tens o sorriso partido. O olhar morto. Não tens para onde ir, quando estiveres só. E eu, não te vou seguir. Sou bom demais para isso. As minhas estrelas são amarelas. O meu céu é azul.
Danças porque gostas de ser observada. Danças porque és tu. Uma mistura de nervoso miudinho, com corpo assassino. Danças, apenas danças.
Infelizmente és assim. Algo que vai existindo.
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Eu
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